terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O realejo


Marcos era um homem solitário. Sua única companhia era um canário que passava o tempo todo ao seu lado. Um dia Marcos resolveu acabar com essa solidão, e comprou um realejo e com ele e seu canário, saia pelas ruas oferecendo ás pessoas que tentassem ver sua sorte. Isso tornou sua vida mais agradável, e bem menos solitária.
Um belo dia, apareceu um homem dizendo que se chamava Jorge, e que tudo ia de mal a pior em sua vida, e Marcos se ofereceu para tirar sua sorte, e com um fiozinho de esperança que lhe restava, Jorge aceitou.
Então o pequeno canário pegou um papel que continha a seguinte frase: "Sua sorte será Perversa". Jorge ficou furioso com aquele papel e com aquele canário. Não se contendo de raiva, agarrou o canário, e o esmagou com suas mãos.
Chocado, Marcos somente assistiu aquela atrocidade, enquanto ficava sem reação.
Os dias se passaram, e nada mais fazia sentido para Marcos. Estava mais solitário do que nunca, e nem tinha mais seu pequeno canário para lhe fazer alguma companhia. A dor não o abandonava, e a imagem de seu canário sendo esmagado sem dó alguma, também não. Não havendo mais o que desse sentido a sua vida, amarrou uma corda em uma viga alta, em seguida colocou-a em volta do pescoço, e se lançou para a morte, onde esperava algo melhor do que tivera em vida.
Dias após o acontecimento, Jorge estava decidido a entrar em um cassino, e jogar até não restar nenhum dinheiro, nenhum orgulho, nenhuma dignidade. Sentou-se a mesa de 21 e algo lhe chamou atenção. Quando olhou direito, começou a rir. A croupier era uma mulher, cujo nome era "Perversa".

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